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[Tecnologia] Google WAVE: adeus ao email, ao messenger, …

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Na última quinta-feira, dia 28 de maio, o Google deixou novamente o mundo atônito. Num evento reservado a alguns desenvolvedores de software para WEB, a gigante da publicidade na Internet apresentou a primeira versão do Google WAVE, um software para comunicação e colaboração que se propõe a sepultar o email e o sistema de mensagens instantâneas.

O vídeo publicado pela gigante no YouTube, tem uma hora e vinte minutos e mostra uma equipe de pessoas vestindo T-shirts e, novamente, assombrando o mundo com suas idéias, apresentadas neste vídeo num formato de show de mágica.

Num formato absolutamente hands on, mesmo a ocorrências de alguns bugs e oops não foram suficientes para conter os aplausos entusiasmados uma platéia formada por experientes desenvolvedores da WEB. O que dizer diante desta cena: eles sabem se comunicar, e confiam que o que fazem responde aos anseios do mercado.

A proposta é de uma nova plataforma para colaboração. Não é somente um novo serviço do Google, como o GMail, GoogleTALK, GoogleDOCS, GoogleMAPS, é algo que o Google esteve projetando nos últimos dois anos, e que agora oferece na bandeja para todo o mundo da Internet.

É mais parecido com o que a SUN Microsystems fez com a linguagem JAVA, só que neste caso não é algo tão profundo como uma linguagem, está mais na camada da aplicação.

A iniciativa deu origem a uma comunidade de desenvolvimento, que fornecerá de forma gratuíta todo o software (http://www.waveprotocol.org/), permitindo que qualquer empresa tenha o seu servidor WAVE, assim como hoje acontece com projetos como o SAMBA, SQUID, ASTERISK, e tantos outros.

Bom, estarei postando aqui mais detalhes desta nova coqueluche com a força da marca Google, porém, gostaria de ressaltar que o que o Google está fazendo é algo completamente diferente do que fez até agora. Não está anunciando mais um serviço, que fica armazenado em seus datacenters, está criando algo e distribuindo este conhecimento.

É algo que outras grandes não foram capazes de fazer no passado, algo como mudar o modelo de negócio antes que ele deixe de ser rentável ou fique incontrolável do ponto de vista do custo. Há um bom tempo existe uma discussão quanto à segurança de se armazenar tantos dados dentro dos servidores do Google, como ocorre com Gmail e GoogleDOCS, outros discutindo a capacidade do Google gerir tudo isso e até da ética de não explorarem todo este conteúdo.

Ao invés de combater a visão de milhares de pessoas, com campanhas de marketing, que inclusive poderiam gerar mártires e desafetos, além de continuar numa espiral de agigantar sua infra-estrutura para poder suportar tanto conteúdo, resolve fornecer tecnologia gratúita para que o conteúdo seja gerado fora do Google, mas ampliando a base para venda de publicidade.

Se é verdade que o Google WAVE estava em desenvolvimento há dois anos, isso é prova de que eles percebem suas fraquezas antes de ouvir as críticas externas. Ou talvez até já as conheçam antes de lançarem seus produtos, conhecem o ciclo de vida deles. E o importante é que fazem isso lançando coisas novas que as pessoas adoram.

Imagine se uma companhia petrolífera quisesse aumentar a venda de combusítvel, e resolvesse construir melhores estradas para as pessoas viajarem. O projeto básico seria feito por ela, e em seguida seriam chamados para serem seus parceiros as redes de postos de combustível, os restaurantes, ambientelistas, fabricantes de carros, oficinas, serviços de saúde e pessoas das cidades por onde a estrada passaria para serem co-autores desta oportunidade, e cada um ganharia a sua parte e administraria seu próprio negócio.

Difícil de imaginar? Por isso o Google está onde está. Isso sim é nova economia. Uma economia onde os agentes econômicos são interdepentes em um novo formato: apesar de existir a liderança de um gigante, se este desaparecer, já existirá um sistema autônomo e equilibrado composto pelos outros agentes participantes… é, o conceito de liderança por competência e capacidade de visão.

Ok, não é tão lindo assim, mas pe algo bom o suficiente para provocar: banqueiros e fabricantes de automóveis morram de inveja!

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