Desde o dia de ontem, um dos assuntos mais comentados é a derrota da escocesa Susan Boyle no concurso inglês de talentos denominado Britain’s Got Talent. Uma mulher simples, cantora no coral da sua cidade do interior, que impressionou o mundo com sua voz.
Em minha opinião, ela não impressionou o mundo com sua voz. Não que ela não tenha uma voz impressionante e bela, mas o fato que a transformou num fenômeno mundial, foi o choque entre um preconceito gerado por sua imagem totalmente fora dos padrões de sucesso e o seu imenso talento. Um talendo que vem do seu interior, que não pode ser fabricado em centros cirúrgicos e com montanhas de dinheiro.
Daí em diante, a admiração por seu talento, rodou o mundo como um mea culpa do mundo do show biz e do público, que admitem pessoas que não cantam nem no chuveiro, e que tem nos computadores dos estúdios os seus melhores amigos.
O vencedor do concurso foi um grupo de rapazes de um talento indiscutível. Que em suas performances de dança, com leitura muito atual em suas roupas, coreografia e atitudes, demonstram estar muito antenados com a geração Internet, e principalmente com o mercado.
A propósito, hoje eu twitei, googuei, e fiz outras buscas mais, e encontrei centenas de milhares de posts e notícias de que Susan Boyle havia perdido.
Pessoal, aquele outro, que ganhou o concurso é o grupo Diversity !!!

31 de maio de 2009 em 13:08
Caro Edu,
Este post me fez sentir que não estou só neste mundo com minhas convicções que, por vezes, penso ultrapasssadas.
Vencer não é necessariamente levar ou chegar em primeiro lugar. Por vezes, não ser o escolhido é o melhor prêmio.
Precisamos aprender a mudar o nosso olhar ou seja, trocar os óculos. Podemos contar nos dedos as Susan Bolyles no mundo; Aquelas pessoas que, utrapassam seus limites, seus medos e se lançam na vida, ousam ver o que tem do outro lado do muro.
Parabéns por sua visão de mundo e bem vindo ao clube.
Abraços fraternos.
Regina (que abdicou do trono em respeito à felicidade do outro)
1 de junho de 2009 em 14:14
Regina, o mais incrível, e que pouca gente percebeu, é que a referência continuou sem a Susan Boyle. Quase nada se comentou a respeito do Diversity… obrigado pelo comment.