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[Consumidor 2.0] É papel fundamental defender o seu espaço

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O momento que estamos vivendo traz a grande oportunidade das pessoas construírem o conteúdo da Internet. A WEB 2.0 é algo realmente que veio como um divisor de águas, na relação entre as pessoas e entre estas e as organizações de pessoas (também chamadas de empresas, instituições, etc). É um empowerment do ser humano em sua individualidade. Uma só pessoa pode causar um impacto tremendo ao expor suas idéias através do megafone internético.

Tenho algumas idéias em formação quanto à forma que isso acontece, mas gostaria de focar em algo que ganhou e continua ganhando um impulso tremendo, que é a relação de consumo. O rótulo de Consumidor 2.0 traz junto o conceito de Empresas 2.0, pois estamos vendo um grande número de organizações que estão se adaptando e criando estratégias baseadas neste novo perfil.

Claro que tudo isso começou porque a força que tem um comentário negativo, de um consumidor insatisfeito numa relação de consumo, é impressionante, dado o potencial multiplicador de sites de relacionamento, blogs e outros especializados na mediação entre consumidores e empresas (bom… nem todos são mediadores).

Junto a esta força, vem a responsabilidade das pessoas a ajudarem a separar o joio do trigo, e se colocarem em sintonia com as empresas que estão respondendo às suas reivindicações.

Não estou aqui passando a responsabilidade de fazer publicidade positiva, no boca-a-boca para cada uma das vezes que ouvir falar de uma empresa na qual tenha comprado e nunca tenha tido problemas. Estou falando em perceber dentro desta nova comunidade de consumo que se estabelece na Internet, aqueles elementos que não estão contribuindo para uma evolução nesta relação.

São diversos os casos de concorrentes que, em nome de falsos consumidores, achincalham empresas na clara intenção de ver expostas de forma negativa a imagem desta, enxergando nisso um ganho em relação à concorrência. Bom, se o atacado possuir a mesma índole, irá utilizar do mesmo subterfúgio para atingir ao outro. Estariam assim, invadindo um espaço que não os pertence, e, neste caso, antes de embarcar na provocação, o consumidor precisa avaliar se aquele post procede.

Pode parecer que estou aqui querendo que vocês percam seu tempo nisso, mas não. Estou dizendo que, no tempo em que precisam estar nestas comunidades, não embarquem nas fofocas, não transformem este espaço que vocês possuem para fazer valer suas opiniões e direitos, num muro de pichações.

É o princípio geral da fofoca transformando o que tem valor em algo banal, o que tem credibilidade em algo vazio, é algo compulsivo em nós (vale a leitura de O Tratado Geral Sobre a Fofoca, José Ângelo Gaiarsa), e contra ela só tem uma saída: expor a verdade.

Essa é a nova Internet, um caos potencializado, onde as autoridades, competências e credibilidade se construirão pelo beneficio que gera na vida das pessoas, e os espaços hão que ser defendidos pelos seus ocupantes.

Espremam os tumores!

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