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[Comportamento] A tolerância entre os diferentes não é o caminho

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Muito se tem pregado sobre o dever que temos em ser tolerantes com os que são diferentes de nós, que devemos aceitar as diferenças, entender que cada um tem uma raça, um credo, uma história pessoal, e que isso precisa ser tolerado, precisa ser respeitado.

EU NÃO PENSO ASSIM !!!

Creio que essa é uma visão muito estreita, vinda de uma forma ainda muito equivocada de enxergar a realidade. Este tipo de visão muitas vezes nos leva a uma impressão que o caminho é a contenção dos impulsos de intolerência ou na melhor das hipóteses a dissolução de um preconceito, e uma postura de enxergar no outro alguém igual a nós, enquanto humanos.

ISSO É BOM, MAS DÁ PRA SER MUITO MELHOR !!

Dias atrás, no programa Entre Aspas da Globonews, assisti a algo muito interessante, num programa destinado a discutir a intolerância no Brasil, a partir de uma pesquisa realizada em ambientes escolares e de aprendizagem. Entre os indicadores mais interessantes, obtidos a partir desta pesquisa, destaca-se o que mostra que, onde a intolerância impera, o nível de desempenho de professores e alunos é inferior em relação àqueles onde a diversidade é aceita (ou simplesmente existente).

Gostei muito desta visão. A visão de que a diversidade gera conhecimento, porque gera questionamentos, porque faz-nos ver o diferente, questionar nossas concepções e a partir dái, permitir a resignificação de nossos conceitos e os do outro.

Disseminar a tolerância não é o caminho, buscar sempre o grupo de iguais muito menos. Precisamos de um salto quântico, uma mudança instantânea de estado, precisamos incentivar-nos a ir ao encontro das diferenças. Um processo criativo pela diversidade, pelo que nos é estranho. Essa é a cara da nova sociedade, a sociedade que será capaz de por fim à globalização comercial que se iniciou e iniciar um processo de convergência de propósitos, mesmo com manutenção de diferenças.

A Monja Coen Sensei, em uma entrevista concedida ao Serginho Groisman, para o programa de TV Altas Horas, disse algo muito próprio: “… só discrimina, separa e se acha superior e melhor aquele que é fraco, aquele que ainda não entendeu que nós somos este corpo conjunto de inter-ser.  E ainda bem que somos diferentes, e, que bom que somos brancos, amarelos e vermelhos e negros, e que bom que temos inúmeras religiões…”

Acho esta visão muito própria, a visão de valorizar a diferença, ver nela uma necessidade para evoluir e não algo a ser suportado ou aceito.

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