Vejo uma coisa bem corriqueira na nossa vida: nunca nos movemos para ajudar, salvo se nos identificamos com a situação alheia. Não necessariamente precisamos ter passado por situação semelhante, ou termos algum parente ou amigo passando por mazela igual, precisamos somente nos colocar no lugar do outro e de alguma forma sentirmos as suas dificuldades.
Daí nasce naturalmente o sentimento de compaixão e o engajamento de uma causa. Não porque nos sintamos super-heróis, ou porque nossa megalomania nos impele a querer recriar o mundo. Creio que isso acontece pelo simples fato que estamos todos submetidos à mesma condição: a condição humana.
Pobre daquele que que se esquece deste fato e valoriza razões secundárias. Ele está construindo sua própria miséria, seu próprio inferno, não o dos outros. Não pensem que alguém que não se interesse verdadeiramente pela sua causa, que não se identifique com ela poderá lhe ajudar: JAMAIS!
Da mesma forma, ou você se envolve num movimento, num posicionamento verdadeiro de realizar as coisas, coisas que de alguma forma beneficiem aos outros, incluindo você, ou também terá a impressão, como citado por Lobo Antunes, de que “O sucesso é apenas um fracasso adiado” (@gustavodrums, @Cristalk).
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