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[Tecnologia] Comunidade Linux em luto: gripe do Windows contaminou o Linux

No último dia 20 de julho a Microsoft anunciou  que havia fornecido 20 mil linhas de código do seu sistema operacional Windows para os responsáveis pelo Linux incorporarem ao sistema operacional livre mais bem sucedido do mundo.

Creio que aqueles que ouviram a notícia, a princípio chegaram a acreditar que o bastião do software pago, a gigante e implacável Microsoft havia sido tocada pela benevolência humanitária demonstrada por seu fundador e bilionário Bill Gates – que gere algo em torno de 38 bilhões de dólares em sua fundação em prol da melhoria das condições humanas, principalmente da saúde.

Outros, defensores ferrenhos do open source e free software, pensaram em cometer suicídio, ou então organizar um levante contra os atuais responsáveis pela gerência do projeto do Linux. Será que agora o linux vai se parecer com o windows? Será que poderei usar os programas de um no outro e acabar com esse porre de ter que saber a tal da ‘plataforma’ antes de baixar ou comprar um software.

Feliz ou infelizmente não é nada disso. A Microsoft liberou 20 mil linhas de programação (trabalho pra caramba, mas considerando um Windows, é merreca) para tornar o Linux mais compatível com o Windows. Poderíamos dizer… mais aderente.

Linux-Win

Explicado melhor, existe hoje, uma computação corporativa, onde não se utilizam computadores pequenos como micros, notebooks e netbooks, mas sim equipamentos capazes de atender a milhares de pessoas simultâneamente, como sistemas de vendas em grandes empresas, grandes provedores e sites de Internet, bancos e afins. São os famosos SERVIDORES (calma Sarney, nada a ver com servidor/funcionário público).

Estes computadores estão cada dia mais poderosos, porém, com tarefas muito variadas a executar, por este motivo, as empresas acabam tendo que ter diversos deles para atender a todos os sistemas que possuem. Ocorre que, estes equipamentos, são muito exigidos em determinado momento e em outros ficam ociosos. E sabe como é a máxima da produção: máquina parada é dinheiro indo pelo ralo.

A partir da constatação e estudo desta ociosidade começou o desenvolvimento de alternativas para melhor aproveitamento deste tempo – afinal máquina não merece descanço. A alternativa que ganhou um grande impulso ultimamente foi a VIRTUALIZAÇÃO dos servidores.

A coisa funciona mais ou menos assim: você coloca um primeiro programinha no seu computador servidor, e este programa finge que dentro deste computador existem  outros vários. Em cada um destes servidores “de mentira” (Virtuais) você pode instalar um sistema operacional diferente (Linux, Windows XP, Winows Server, Windows Vista, Solaris, AIX,…) e dentro de cada um um sistema ou programa diferente.

Algo assim:

Virtualizacao

Bom, o que tudo isso tem a ver com a benevolência da doação de 20 MIL linhas de código que a Microsoft fez?

A microsoft concorre neste mercado de VIRTUALIZAÇÂO com um ’sub-produto’ do Windows Server 2008 chamado HYPER-V. Ele é aquele ‘programinha’ que finge que tem outros computadores dentro de um só. É ele quem permite criar e gerenciar a execução de todos os outros sistemas que forem instalados dentro do computador.

Assim como a Microsoft, existem outros concorrentes no mercado, como a VMWare, que por sinal é lider neste segmento de virtualização de servidores e roda muito bem obrigado com Linux. Existem também alternativas de software livre, como o XEN e outros semelhantes, como o VirtualBOX da SUN Microsystems.

Ou seja, essa doação feita para a comunidade Linux visa lhe dar competitividade neste mercado, uma vez que ela somente doou algo que facilita o Linux a ser executado sob o HIPER-V.

Para saber mais sobre este anúncio e outros da estratégica de pseudo-open-source e podem acessar a entrevista fornecida por Sam Ramji, o responsável pela interface da Microsoft com o mundo Open Source.

Fica assim então, tudo como sempre: eles fingem que estão mudando e a gente finge que acredita.

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