Em matéria veiculada pelo The New York Times, foi divugado que Eric Horvitz, pesquisador da Microsoft que é hoje o presidente da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, junto a seus pares associados, reuniram-se em Monterey Bay, Califórnia, EUA, no Asilomar Conference Grounds.
A intenção foi debater sobre o avanço ocorrido na inteligência artificial, que está alarmando e impressionando até mesmo os seus próprios desenvolvedores. Cientistas da computação, pesquisadores de inteligência artificial e roboticistas discutiram sobre ética na automação, os perigos de criminosos cibernéticos, ameaças ao emprego e sobre a forma quase religiosa que alguns tecnólogos tem tratado estes avanços, dentre tantas outras questões.
A idéia central de levantar estas discussões, é que os próprios pesquisadores achem uma direção mais segura para o desenvolvimento tecnológico, ao invés de aguardar que a tecnologia chegue atropelando as pessoas e gere entrincheiramentos, como ocorreu no caso dos alimentos transgênicos. Se algo não vai ser bem aceito, para que investir mais dinheiro nele e depois ter que ‘forçar’ seu sucesso!?
O encontro teve mesmo local e motivação de um encontro realizado em 1975, entre os mais eminentes biólogos do mundo, que se encontraram em para discutir a nova habilidade de remodelar a vida pela troca de material genético entre organismos. Preocupados com possíveis riscos biológicos e questões éticas, cientistas chegaram a interromper certos experimentos (menos a Monsanto).
Eu acho muito louvável este tipo de pausa – ou movimento – para reflexão, que coloca o ser humano (de volta) como aquele a ser servido pela tecnologia. Horvitz, continua acreditando que a pesquisa em inteligência artificial pode beneficiar os humanos e compensar algumas falhas.
Exemplificando, Horvitz disse que apresentou recentemente um sistema de auxílio a diagnóstico, que escuta os pacientes e reage com empatia ao responder-lhes. Se uma mãe diz que seu filho está com diarréia, um rosto no monitor reage e diz: ‘que pena, lamento ouvir isso’.
A parte ruim foi o comentário de um médico sobre o sistema: ‘‘E uma ótima idéia, eu não tenho tempo para isso”.
