A humanidade é muito sábia em sua ignorância, e a cada 365 dias (ou 366) cria um novo ano, onde tudo se renova, tudo é possível, onde enfim, podemos ter a esperança em relação a diversos desejos e necessidades, mas, acima de tudo podemos nos desejar como uma fraternidade, onde o amor reine e a felicidade seja eterna.
Bem, é neste pensamento humanista e purista, talvez até inocente e lúdico, que gostaria de desejar o mesmo que tantos, porém, com ressalvas. Estas ressalvas, são bem expressas nestas palavras, que a meu ver, servem a amantes, pais e filhos, irmão, amigos, governantes e governados e à toda a sorte de relações humanas:
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante entre as raias de vossa alma.
Enchei a taça um do outro, mas não bebais da mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho.
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.
Dai vosso coração, mas não o confieis à guarda um do outro.
Pois somente a mão da Vida pode conter vosso coração.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis demasiadamente.
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente.
E o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.
Gibran Khalil Gibran
Feliz 2011 a todos!
