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	<title> &#187; cliente</title>
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	<description>A atenção crítica ao cotidiano - pensemos um pouco sobre tudo que nos rodeia</description>
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		<title>As empresas querem o dinheiro de seus clientes&#8230; finalmente.</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 02:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumidor 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Pensar HUMANO]]></category>
		<category><![CDATA[cliente]]></category>
		<category><![CDATA[corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a crise no mercado financeiro, algumas  empresas, inclusive algumas dentre as corporações mundiais, voltaram a se interessar pelo dinheiro e a fidelidade do consumidor passam a ser importantes. <a href="http://www.pensarSOBREtudo.com.br/2009/05/24/as-empresas-querem-o-dinheiro-dos-clientes-finalmente/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde há algum tempo os pobres clientes ou consumidores perderam a importância para a grande maioria das corporações. O papel a que todos estávamos relegados -  inclusive os consumidores que ocupam posição executiva nas mega corporações -  era o de geradores de curvas de interesse e tendências, para a atração de capital por parte de investidores.</p>
<p>A coisa mais impressionante que ocorreu, é que o interesse pelo resultado financeiro das corporações, mais especificamente o &#8216;alargamento&#8217; das margens, para a atração de mais investidores, seguido de seu dinheirinho, começou a ser mais importante que o dinheiro daquele acontecimento de segunda importância, que um dia foi chamado de atendimento à necessidade do cliente, ou simplesmente <em>venda</em>.</p>
<p>Só é caro lembrar que este investidor ávido por lucros rápidos e fáceis, sonhando com dias eternos no parque de diversão com um bilhete que nunca se esgota e um sol que nunca se põe, é o mesmo consumidor que passou a encontrar-se desatendido e relegado ao segundo plano por essas mesmas milagrosas companhias.</p>
<p>Chegou-se a tal ponto com essa neurose mercadológica e social, quase esquisofrênica, que qualquer ação que gerasse aumento nas margens e alisasse o ego narcisista e glutão dos acionistas era justificado, independente dos prejuízos que trouxessem a um ator insignificante chamado consumidor.</p>
<p>Muito notório é tal fato em pseudo mercados abertos, como as verticais de <em>utilities</em> (água, energia, telecomunicações) que são altamente protegidas pela dificuldade de concorrência ou por uma cartelização cinza, advinda de acordos silenciosos que somam investimentos insuficientes a absurdos como terceirizações de funções de contato com o cliente. Aliás, está bem representada numa série de vídeos tragicômicos sobre como ser bem sucedido num atendimento de call center.</p>
<p>Lembro das histórias de meu avô, de quem herdo o nome, que lá na primeira metade do século 20, possuía um armazem, no interior do então Mato Grosso, daqueles que vendiam de selas para cavalos à óculos, e onde o atendimento às pessoas era o maior diferencial possível, uma vez que preço sempre pode ser combatido. Naqueles ídos, o <em>estacionamento de cavalos</em> com direito à sobra e água fresca, totalmente gratuíto, era praxe na região.</p>
<p>Creio que os <em>investidores</em> devem se lembrar que na maior parte do seu dia são consumidores &#8211; de serviços e produtos, e que apoiar empresas que especulam o vazio, que fornecem serviços de atendimento medíocres, e largas margens de lucro e dividendos no final do exercício, é só uma forma de financiar e estimular a sua própria miséria no dia-a-dia, quando ficar horas ao telefone para solcitar àquela <em>lucrativa </em>empresa que cancele a conta em duplicidade que lhe foi enviada.</p>
<p>As empresas que enxergarem que estamos de volta ao movimento em direção ao cliente, assumirem a responsabilidade de bem atendê-lo e derem valor ao seu dinheiro e o lucro advindo das operações mercantis com eles, certamente estão enxergando o novo momento da economia.</p>
<p>Afinal, acho que grande parte destes <em>investidores consumidores</em> amargaram perdas no antigo modelo: de dinheiro e de paciência.</p>
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