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	<title>Pensar SOBREtudo &#187; Ser Humano</title>
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	<description>A atenção crítica ao cotidiano - pensemos um pouco sobre tudo que nos rodeia</description>
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		<title>[Consumidor 2.0] Cada um vivendo seu mundinho&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 19:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumidor 2.0]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pensarSOBREtudo.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eduneto-cada-um-no-seu-mundo.jpg"><img src="http://www.pensarSOBREtudo.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eduneto-cada-um-no-seu-mundo.jpg" alt="" title="eduneto-cada um no seu mundo" width="478" height="865" class="alignnone size-full wp-image-498" /></a></p>
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		<title>[Cidadania] Governar em pról da educação: tão difícil quanto vender um purificador de água</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 12:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem, um amigo que cursou um semestre na faculdade de direito, à qual eu abandonei há cerca de três anos, e que é sócio numa empresa que revende e instala purificadores de água, me procurou para me oferecer um equipamento.
A minha empresa utiliza galões de água mineral (espero), e , diante de algumas denúncias de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, um amigo que cursou um semestre na faculdade de direito, à qual eu abandonei há cerca de três anos, e que é sócio numa empresa que revende e instala purificadores de água, me procurou para me oferecer um equipamento.</p>
<p>A minha empresa utiliza galões de água mineral (espero), e , diante de algumas denúncias de problemas com qualidade da água envasada e também com algum aumento de preços já percebido por conta da regulamentação do uso de botijões em relação à validade, decidimos por instalar um sistema de purificação e tratamento.</p>
<p>O problema começou quando ele iniciou a explicação de toda a tecnologia que está por trás dos diversos sistemas de tratamento existentes, e a importância disso na saúde do ser humano, os riscos a que estamos expostos, o nível de tratamento de água no Brasil, tipos de tratamento para cada finalidade de uso, etc, etc, etc.</p>
<p>Olha, foi uma aula de fazer inveja a muito engenheiro bioquímico e médico sanitarista, porém, como eu o conheço bem, sei que está há algum tempo lutando para conseguir concorrer com grandes marcas no mercado, que, com mindshare bem estabelecido, vendem produtos inferiores a preços superiores. Perguntando a ele sobre esta questão comercial, ele me disse: as pessoas não querem saber da própria saúde, gastam com um perfume de R$500 mas não compram um purificador do mesmo valor.</p>
<p>E o que isso tem a ver com governo e educação?</p>
<p><span id="more-396"></span>Tem a ver com a incapacidade das pessoas avaliarem o que é realmente importante para si e o que lhes dá prazer instantâneo e perceptível, o que exige esforço e sacrifício, mas traz recompensa definitiva ou ainda a tranqüilidade, e aquilo que não perdura, mas salta aos olhos quando oferecido.</p>
<p>Parece que nascemos com uma capacidade incrível de acreditar que aquele seio (que muitos de nós nem sugou) nunca secará, nunca se afastará. Algo que nos permite sonhar que alguém está sempre se preocupando conosco, ou nos dizendo com o que não nos preocupar. Àqueles que nos dizem com o que nos preocuparmos, damos as costas, ou fazemos ouvidos surdos.</p>
<p>A partir da discussão sobre os purificadores, fiz uma sugestão &#8220;marqueteira&#8221; a meu caro amigo: simplifique a comunicação e desperte o desejo das pessoas, elimine o medo, venda um sonho, elas não querem comprar verdades, e, ainda faça o bem. Olha, vocês precisam ver o sorriso no rosto dele&#8230;</p>
<p>E assim espero que algum candidato ou político espertalhão o faça. Venda a educação para as pessoas como algo que as vai tirar da miséria, tanto financeira quanto a espiritual. Minta a todos que quem souber interpretar textos, fazer correlação de idéias, análise e síntese e ainda mantiver a energia lúdica operando poderá se &#8220;dar bem&#8221; na vida, será o mais &#8220;esperto&#8221;.</p>
<p>Ah, tem que lembrar de falar pra eles que eles vão continuar a receber a ajuda da rede de proteção social do governo e que o par de botinas está garantido para as próximas eleições!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>[Pensar HUMANO] Sinceridade e Simplicidade: uma saudade!</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 03:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensar HUMANO]]></category>
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		<description><![CDATA[Os anos são a chave para a sabedoria,
E eu nunca via desta forma,
Até que em tua sabedoria,
Me acolheu em teu seio.
O amor que por ela tinha e tens,
De uma forma amorosa,
Foi caminho para o encontro,
De nossas diferenças.
Já não importava quem eu era,
Não importava sua visão,
Aprendeste a me ver,
Pelos olhos de tua filha.
Já não importava a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os anos são a chave para a sabedoria,</p>
<p>E eu nunca via desta forma,</p>
<p>Até que em tua sabedoria,</p>
<p>Me acolheu em teu seio.</p>
<p>O amor que por ela tinha e tens,</p>
<p>De uma forma amorosa,</p>
<p>Foi caminho para o encontro,</p>
<p>De nossas diferenças.</p>
<p>Já não importava quem eu era,</p>
<p>Não importava sua visão,</p>
<p>Aprendeste a me ver,</p>
<p>Pelos olhos de tua filha.</p>
<p>Já não importava a mim meu pensar,</p>
<p>Importava a sua importância,</p>
<p>E o mesmo caminho que te trouxe,</p>
<p>A teu encontro me levou.</p>
<p>No tempo de uma vida,</p>
<p>Minha adoção foi curta,</p>
<p>Mas foi suficiente,</p>
<p>Para me sentir parte órfão.</p>
<p>Tua sinceridade,</p>
<p>Uma simplicidade,</p>
<p>Ficou saudade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>[Comportamento] #lingerieday: A &#8220;coisificação&#8221; das pessoas</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 14:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez eu, na condição de gênero masculino, não sou a melhor pessoa a criticar a iniciativa lançada no Twitter, pois posso ser considerado &#8216;pouco homem&#8217;, maricas, puxa-saco de feminista e sei lá mais o quê. Pelo menos foram algumas dessas  classificações que receberam muitos homens que se opuseram à &#8216;campanha&#8217;.
Não vou aqui explicar essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez eu, na condição de gênero masculino, não sou a melhor pessoa a criticar a iniciativa lançada no Twitter, pois posso ser considerado &#8216;pouco homem&#8217;, maricas, puxa-saco de feminista e sei lá mais o quê. Pelo menos foram algumas dessas  classificações que receberam muitos homens que se opuseram à &#8216;campanha&#8217;.</p>
<p>Não vou aqui explicar essa idéia, nem citar seus criadores, até porque creio que estaria dando crédito a pessoas que estão contribuindo para algo que não acredito que ajude no convívio humano e está nos levando a uma visão &#8220;coisificada&#8221;, não só das mulheres &#8211; que vem de longa data, mas do próprio ser humano. Basta colocar &#8220;#lingerieday&#8221; no search do Twitter ou de algum buscador da Internet e virá muita informação.</p>
<p>Um ponto importante a observar é aquele que se pauta na indignação de muitas mulheres diante da forma &#8216;coisificada&#8217; com que a campanha lhes trata, principalmente daquelas que ainda possuem auto-estima mais preservada. Claro que a questão &#8216;mulher objeto&#8217; as remete a um tempo, em sua uma memória histórica, para onde nunca mais aceitarão retornar. Algo como querer levar os negros de volta à escravidão. Daí algumas reações destas mulheres serem qualificada por algum homens e incrivelmente por algumas mulheres, de feministas recalcadas e outros elogios.</p>
<p>Gostaria de ir além. Acredito que estamos vivendo uma época em que o que tem valor é algo que pode ser quantificado, poupado, investido, lucrado, exibido. Algo que seja uma coisa. Tem que ter como enxergar, como exibir aos outros, ou como ser guardado no armário para ser usado quando convier.</p>
<p>Isso tem acontecido nas amizades, nos relacionamentos amorosos, nas atividades simples do dia-a-dia. É frustrante a incapacidade de precificar o sorriso ou as lágrimas, a satisfação em ver a felicidade de outrem, a beleza do Sol e da Lua. Tudo isso passa então a ser piegas e tolo. Coisa de fracos, de quem não sabe viver com emoção, como se emoção fosse conseguir &#8216;coisificar&#8217; o que nos cerca e usá-los à exaustão.</p>
<p>Não acho que ignorar simplesmente a campanha não executando &#8216;as ordens&#8217; dos seus gênios criadores basta. Há que se mostrar que ainda existe humanidade nos humanos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>[Pensar Humano] Os seres humanos estão desistindo de sua humanidade?</title>
		<link>http://www.pensarSOBREtudo.com.br/2009/07/28/pensar-humano-os-seres-humanos-estao-desistindo-de-sua-humanidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 23:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em matéria veiculada pelo The New York Times, foi divugado que Eric Horvitz, pesquisador da Microsoft que é hoje o presidente da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, junto a seus pares associados, reuniram-se em Monterey Bay, Califórnia, EUA, no Asilomar Conference Grounds.
A intenção foi debater sobre o avanço ocorrido na inteligência artificial, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em matéria veiculada pelo The New York Times, foi divugado que Eric Horvitz, pesquisador da Microsoft que é hoje o presidente da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, junto a seus pares associados, reuniram-se em Monterey Bay, Califórnia, EUA, no Asilomar Conference Grounds.</p>
<p>A intenção foi debater sobre o avanço ocorrido na inteligência artificial, que está alarmando e impressionando até mesmo os seus próprios desenvolvedores. Cientistas da computação, pesquisadores de inteligência artificial e roboticistas discutiram sobre ética na automação, os perigos de criminosos cibernéticos, ameaças ao emprego e sobre a forma quase religiosa que alguns tecnólogos tem tratado estes avanços, dentre tantas outras questões.</p>
<p>A idéia central de levantar estas discussões, é que os próprios pesquisadores achem uma direção mais segura para o desenvolvimento tecnológico, ao invés de aguardar que a tecnologia chegue atropelando as pessoas e gere entrincheiramentos, como ocorreu no caso dos alimentos transgênicos. Se algo não vai ser bem aceito, para que investir mais dinheiro nele e depois ter que &#8216;forçar&#8217; seu sucesso!?</p>
<p>O encontro teve mesmo local e motivação de um encontro realizado em 1975, entre os mais eminentes biólogos do mundo, que se encontraram em para discutir a nova habilidade de remodelar a vida pela troca de material genético entre organismos. Preocupados com possíveis riscos biológicos e questões éticas, cientistas chegaram a interromper certos experimentos (menos a Monsanto).</p>
<p>Eu acho muito louvável este tipo de pausa &#8211; ou movimento &#8211; para reflexão, que coloca o ser humano (de volta) como aquele a ser servido pela tecnologia. Horvitz, continua acreditando que a pesquisa em inteligência artificial pode beneficiar os humanos e compensar algumas falhas.</p>
<p>Exemplificando, Horvitz disse que apresentou recentemente um sistema de auxílio a diagnóstico, que escuta os pacientes e reage com empatia ao responder-lhes. Se uma mãe diz que seu filho está com diarréia, um rosto no monitor reage e diz: &#8216;que pena, lamento ouvir isso&#8217;.</p>
<p>A parte ruim foi o comentário de um médico sobre o sistema: &#8216;<em>&#8216;E uma ótima idéia, eu não tenho tempo para isso&#8221;</em>.</p>
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		<title>[Pensar HUMANO] A Crueldade dos Intelectuais Brasileiros</title>
		<link>http://www.pensarSOBREtudo.com.br/2009/07/25/pensar-humano-a-crueldade-dos-intelectuais-brasileiros/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 21:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É muito legal tem acesso ao conhecimento, viver no meio de pessoas inteligentes, cultas, providas de cognição e cultura. Todos com elaborações sofisticadas sobre a natureza humana, sua e dos outros. Estudiosos das emoções e sentimentos humanos, principalmente da eterna busca do amor romântico.
Compartilhando todo esse conhecimento entre pessoas igualmente inteligentes e capazes de debates [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É muito legal tem acesso ao conhecimento, viver no meio de pessoas inteligentes, cultas, providas de cognição e cultura. Todos com elaborações sofisticadas sobre a natureza humana, sua e dos outros. Estudiosos das emoções e sentimentos humanos, principalmente da eterna busca do amor romântico.</p>
<p>Compartilhando todo esse conhecimento entre pessoas igualmente inteligentes e capazes de debates ferrenhos nos blogs, twitter, palestras e eventos. Vivem o dia a dia em nome de espalhar o bem do saber e evoluir a cada dia. Tudo em prol do pensar.</p>
<p>Pois é, somos todos muito CRUÉIS!! Só nos envolvemos no que sentimos prazer, a motivação por trás disso, na maioria das vezes é nossa felicidade infantil e egóica, uma atitude que nos faz entrar num mundo de deuses, orgulhosos pelo seu saber e apaixonados pelos seus insights.</p>
<p>No mês passado eu assiti a uma palestra do Leonardo Boff, onde ele falava sobre a felicidade no sentido individual e coletivo neste mundo moderno que estamos vivendo. Em dado momento, em que ele relatava a própria participação na cúpula dos povos na ONU nos dias 24-26 de junho de 2009 (ninguém ouviu falar po causa de morte do M.Jackson), foi se inflamando frente à imobilidade dos povos ricos em resolver a pobreza no mundo, o gasto absurdo no socorro financeiro aos bancos, e,  num tom de desabafo e indignação disse: eles são cruéis.</p>
<p>O momento que estamos vivendo hoje é de um egoísmo cívido dos mais absurdos já vividos. Não sei se porque a geração que está hoje na maturidade é aquela mesma que cresceu e teve sua juventude durante o governo militar, mas é uma geração absolutamente desprovida de sentimento cívico.<br />
<span id="more-242"></span><br />
Isso chegou a tal ponto, que os bons se afastaram de tudo o que é coletivo, das instituições brasileiras, que deveriam servir a todos, deixando um vácuo a ser ocupado pela escória da humanidade. Acho que os anistiados políticos, que foram ativistas políticos, e que sonharam com a chegado da esquerda ao poder, devem estar em depressão profunda assistindo a este governo de esquerda no comando do Brasil.</p>
<p>Aí, todo mundo começa a se organizar no terceiro setor, o que serve de contraponto a um governo ineficiente, agiliza a execução de ações nas quais o governo é moroso ou incompetente por sua natureza, e para isso existem as verbas públicas destinadas a isso, ou ao ativismo e caridade de pessoas e empresas que as suntentam.</p>
<p>Agora, vemos assaltos às verbas destinadas a cultura, assiste-se a meia dúzia de organizações que consomem todo o recurso disponível, e outras que se apropriam disso e nem mesmo existem de fato, e dão uma esmola ao artista que se presta a compor a &#8216;laranjada&#8217;.</p>
<p>Podemos criar institutos e fundações, chamarmos os cidadãos ao engajamento em ONGs, mas isso tudo não substitui a nossa obrigação na participação política de nosso Brasil. Não podemos nos isentar de nossa responsabilidade como brasileiros, e muito mais ainda por sabermos que sem o desenvolvimento cognitivo e acesso ao conhecimento, as pessoas pobres de nosso país serão usadas por facínoras.</p>
<p>Vamos assistir a tudo isso e pensar simplesmente que não gostamos de política, que política é chato. Enquanto isso relcamamos do trânsito, da escola particular que temos que pagar, do custo dos planos de saúde, do chato que nos incomoda no sinal, dos bandidos que nos exterminam por uns trocados ou porque não foram com nossa cara.</p>
<p>É como reclamar do elevador que não funciona, o lixo no pátio do estacionamento, a piscina suja, o porteiro que vive dormindo, mas mesmo assim, nunca aparecer na reunião de condomínio. É como achar que se não olhamos para a merda ao nosso lado, ela irá deixar de existir. Ou pior, achar que estamos relegados a viver imersos no esgoto, desde que consigamos mudar nossa mente e ver o que há de bom nele, ou dentro de nós.</p>
<p>No fundo, a intelectualidade brasileira está perdida: perdida em si mesma. E de forma cruel, deixa que milhares de pessoas morram todos os dias, ou pior, sejam enlatadas na ignorância por uma corja política que está pilhando o espírito cívico dos brasileiros.</p>
<p>No movimento Fora Sarney (#forasarney) existem pelo menos quatro tipos de envolvidos: os que realmente se importam, os oportunistas que pensam em tirar vantagem quando o time cair e um terceiro, que tá só a fim de tacar pedra em alguém que está na posição de alvo, e tem o quarto e pior, que acham política uma coisa chata e que nunca nada será diferente.</p>
<p>Este último tipo é o mais CRUEL porque desistiu de sonhar um sonho positivo e ainda vê, de forma passiva e indiferente, milhares de pessoas sendo matéria orgânica para o imenso biodigestor da política brasileira. Não tenho a inocência de achar que a natureza humana não será tentada pelo poder por toda a sua existência, mas tenho a esperança de que possamos estar vigilantes e atuantes quando preciso for.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>[Pensar HUMANO] É preciso se identificar com as causas alheias</title>
		<link>http://www.pensarSOBREtudo.com.br/2009/07/06/pensar-humano-e-preciso-se-identificar-com-as-causas-alheias/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 22:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vejo uma coisa bem corriqueira na nossa vida: nunca nos movemos para ajudar, salvo se nos identificamos com a situação alheia.  Não necessariamente precisamos ter passado por situação semelhante, ou termos algum parente ou amigo passando por mazela igual, precisamos somente nos colocar no lugar do outro e de alguma forma sentirmos as suas dificuldades.
Daí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo uma coisa bem corriqueira na nossa vida: nunca nos movemos para ajudar, salvo se nos identificamos com a situação alheia.  Não necessariamente precisamos ter passado por situação semelhante, ou termos algum parente ou amigo passando por mazela igual, precisamos somente nos colocar no lugar do outro e de alguma forma sentirmos as suas dificuldades.</p>
<p>Daí nasce naturalmente o sentimento de compaixão e o engajamento de uma causa. Não porque nos sintamos super-heróis, ou porque nossa megalomania nos impele a querer recriar o mundo. Creio que isso acontece pelo simples fato que estamos todos submetidos à mesma condição: a condição humana.</p>
<p>Pobre daquele que que se esquece deste fato e valoriza razões secundárias. Ele está construindo sua própria miséria, seu próprio inferno, não o dos outros. Não pensem que alguém que não se interesse verdadeiramente pela sua causa, que não se identifique com ela poderá lhe ajudar: JAMAIS!</p>
<p>Da mesma forma, ou você se envolve num movimento, num posicionamento verdadeiro de realizar as coisas, coisas que de alguma forma beneficiem aos outros, incluindo você, ou também terá a impressão, como citado por Lobo Antunes, de que <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/piza/?title=diario_de_paraty_4&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="_blank">&#8220;O sucesso é apenas um fracasso adiado&#8221;</a> (@gustavodrums, @Cristalk).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>[Comportamento] A tolerância entre os diferentes não é o caminho</title>
		<link>http://www.pensarSOBREtudo.com.br/2009/06/24/comportamento-a-tolerancia-entre-os-diferentes-nao-e-o-caminho/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 23:42:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Pensar HUMANO]]></category>
		<category><![CDATA[Ser Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Tolerância]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se tem pregado sobre o dever que temos em ser tolerantes com os que são diferentes de nós, que devemos aceitar as diferenças, entender que cada um tem uma raça, um credo, uma história pessoal, e que isso precisa ser tolerado, precisa ser respeitado.
EU NÃO PENSO ASSIM !!!
Creio que essa é uma visão muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem pregado sobre o dever que temos em ser tolerantes com os que são diferentes de nós, que devemos aceitar as diferenças, entender que cada um tem uma raça, um credo, uma história pessoal, e que isso precisa ser tolerado, precisa ser respeitado.</p>
<p>EU NÃO PENSO ASSIM !!!</p>
<p>Creio que essa é uma visão muito estreita, vinda de uma forma ainda muito equivocada de enxergar a realidade. Este tipo de visão muitas vezes nos leva a uma impressão que o caminho é a contenção dos impulsos de intolerência ou na melhor das hipóteses a dissolução de um preconceito, e uma postura de enxergar no outro alguém igual a nós, enquanto humanos.</p>
<p>ISSO É BOM, MAS DÁ PRA SER MUITO MELHOR !!</p>
<p><span id="more-121"></span>Dias atrás, no programa <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1062559-7823-O+BRASIL+E+O+PAIS+DA+TOLERANCIA,00.html">Entre Aspas</a> da Globonews, assisti a algo muito interessante, num programa destinado a discutir a intolerância no Brasil, a partir de uma pesquisa realizada em ambientes escolares e de aprendizagem. Entre os indicadores mais interessantes, obtidos a partir desta pesquisa, destaca-se o que mostra que, onde a intolerância impera, o nível de desempenho de professores e alunos é inferior em relação àqueles onde a diversidade é aceita (ou simplesmente existente).</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1062559&amp;autoStart=false&amp;width=425&amp;height=344" /><param name="src" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="flashvars" value="midiaId=1062559&amp;autoStart=false&amp;width=425&amp;height=344" /></object></p>
<p>Gostei muito desta visão. A visão de que a diversidade gera conhecimento, porque gera questionamentos, porque faz-nos ver o diferente, questionar nossas concepções e a partir dái, permitir a resignificação de nossos conceitos e os do outro.</p>
<p>Disseminar a tolerância não é o caminho, buscar sempre o grupo de iguais muito menos. Precisamos de um salto quântico, uma mudança instantânea de estado, precisamos incentivar-nos a ir ao encontro das diferenças. Um processo criativo pela diversidade, pelo que nos é estranho. Essa é a cara da nova sociedade, a sociedade que será capaz de por fim à globalização comercial que se iniciou e iniciar um processo de convergência de propósitos, mesmo com manutenção de diferenças.</p>
<p>A Monja Coen Sensei, em uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hDtHZpQn2D8">entrevista concedida ao Serginho Groisman</a>, para o programa de TV Altas Horas, disse algo muito próprio:<em> &#8220;&#8230; só discrimina, separa e se acha superior e melhor aquele que é fraco, aquele que ainda não entendeu que nós somos este corpo conjunto de inter-ser.  E ainda bem que somos diferentes, e, que bom que somos brancos, amarelos e vermelhos e negros, e que bom que temos inúmeras religiões&#8230;&#8221;</em></p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/hDtHZpQn2D8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/hDtHZpQn2D8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Acho esta visão muito própria, a visão de valorizar a diferença, ver nela uma necessidade para evoluir e não algo a ser suportado ou aceito.</p>
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